O Volkswagen Logus era realmente digno de ser chamado de carrão em todos os sentidos da palavra. Além de ter um tamanho respeitável, o carro era conhecido por seu luxo e requinte. As pessoas que compravam esta marca e modelo sabiam que seriam alvo dos olhares das pessoas ao redor. O carro foi fabricado pela Volkswagen do Brasil na década de 90, sendo que o primeiro modelo acabou ganhando as  ruas em 1993. Uma pena que ele acabou não durando muito, apenas quatro anos, já que o último modelo foi fabricado em 1997.

Volkswagen Logus

O motivo pelo qual era conhecido, e ainda é por alguns analistas, como o Volkswagen mais Ford do Brasil era o fato que ele foi erguido sob a plataforma da geração Mk4 do Ford Escort, do qual herdou sua base mecânica e suspensão. Portanto, mesmo sendo fabricado pela concorrente, o Logus apresentava uma série de características que era similar a de outros carros da Ford que tinham sido feitas sob esta mesma plataforma.

História

Grande parte da história do começo do Logus está diretamente atrelada ao fracasso de outro modelo da mesma montadora o Apollo. A montadora alemã viu que suas apostas neste modelo fracassaram, mas não desistiu de continuar apostando no sedan médio. A montadora via que o público deste segmento estava realmente interessado nestes carros com mais espaço para os passageiros sem que ele se transformasse em um carro utilitário, realmente os sedan faziam considerável sucesso na década de 90. O pontapé inicial do projeto do novo caror foi quando surgiu a Autolatina, uma joint-venture com a Ford, surgiu o projeto de usar como base a segunda geração do Escort nacional. A Volks optou por não fazer simplesmente uma cópia do modelo da co-irmã, sendo que decidiu apenas usar a mesma base para fazer um carro diferente.

Era importante que este carro tivesse realmente a capacidade de mostrar por fora que era um produto completamente novo, porque o sucesso das vendas basicamente dependia deste ar de novidade que a empresa precisava passar para os seus consumidores. Além de aproveitar a base de um carro da Ford, a montadora decidiu também que iria usar a mão de obra da Ford para produzir os carros na Unidade do Taboão, em São Bernardo do Campo (SP), de onde também saia os modelos Escort, Verona, Hobby e Pampa.

Os primeiros desenhos do que seria o Logus começaram a tomar forma nos estúdios da empresa Ghia Deisng, localizada na cidade de Turim, na Itália. Mas ele acabou sendo finalizado aqui no brasil pelos designers contratados da Volkswagen. Ou seja, era importante que realmente a Volks garantisse que o carro não fosse muito parecido com os modelos da Ford, até porque tudo indicava que os carros realmente seriam parecidos. Um dos nomes brasileiros que estavam envolvidos com o desenho final do Logus foi Luiz Alberto Veiga, também conhecido como o "pai" do Fox. O carro contava apenas com versões duas portas, o que lhe dava uma certa esportividade, assim como evitava uma briga interna, pois a Ford já tinha um sedan quatro portas pronto para ser lançado, no caso, o Verona.

Volkswagen Logus 1994

O carro realmente conseguia chamar atenção com seus traços modernos até certo ponto, com uma aerodinâmica diferenciada se compara aos grandes representantes do segmento de sedan que estavam sendo vendidos no Brasil. Além disso o carro também entrou para a história por apresentar um coeficiente aerodinâmico (Cx) de 0,32, um dos mais baixos índices da época.

O Lançamento

O ano marcado para o lançamento do veículo foi 1993, sendo que as primeiras unidades começaram a ser vendidas em março daquele ano. Neste primeiro momento o carro estava sendo vendido em quatro versões:

- CL: Versão básica com motores carburados de 1,6 litros e de 1,8 litros, sendo que o primeiro de origem da Ford e o segundo da Volkswagen. O carro trazia poucos itens de série;

- GL: Esta era considerada a versão intermediária do carro, que apresentava alguns acessórios a mais vindos de serie (vidros verdes, rádio e espelho no para-brisa). Era vendido com um motor 1,8 litros.

- GLS: Versão top de linha do logus com diversos itens como idros, travas e espelhos com acionamento elétrico, um até então inédito rádio toca-fitas com amplificador e equalizador, que equipava também a versão XR3 do Ford Escort. faróis de neblina, espelho no pára-sol com luz e volante com altura regulável entre outros. Esta versão também era vendida apenas com motor 1,8 litros.

O carro ainda apresentava uma evolução importantes nos motores que eram lançado na época. Os modelos 1,8 litros a gasolina contavam com até então inédito carburador eletrônico. Neste caso, os motoristas podiam perceber que o afogador funcionava automaticamente e a rotação da marcha lente era mantida sempre estável. Além disso, a borboleta de aceleração e também a calcula eletromagnética eram controladas por um microprocessador. Assim, o sistema se tornava muito mais confiável do que em outros carros laçados na época.

Evoluções

No ano de 1994, um ano depois do primeiro lançamento do Logus, a Volkswagen mudou o motor que era vendido na versão GLS, a top de linha. A partir deste ano começaram a ser vendidos os modelos AP-2000,  o que deu uma boa melhorada no desempenho do carro.

Volkswagen Logus

Já no ano de 1995 a grande novidade que a Volks preparou para o lançamento do novo modelo do Logus era a injeção eletrônica, sendo que o primeiro modelo lançado foi o GLSi com motor de 2,0 litros. Com a chamada injeção multiponto, o carro acabou tendo um excelente desempenho em diversos testes  que foram feitos, com um aumento significativo no desempenho do mesmo. Na época, o carro ganho fama porque foi considerado o Volkswagen mais rápido fabricado aqui no Brasil.

No mesmo ano a montadora acabou lançando uma edição especial que foi batizada de Wolfsburg Edition. O carro tinha um acabamento todo de veludo, rodas de liga leve de 14" e nos faróis estendidos do Volkswagen Pointer, com unidades de longo alcance junto à grade, porém perdendo acessórios requintados como o CD player com equalizador digital. O motor desta nova versão também acabou ganhando algumas melhorias, com objetivo de chegar aos 120 de potencia.O

O Fim

A Volkswagen nunca entrou em detalhes sobre a quantidade total de carros Logus que foram vendidos, mas sabe-se que a montadora realmente acreditava no modelo. Mas com o fim da Autolatina os dias do Logus também já estavam contados. A parceria entre a Volks e a Ford terminou em outubro de 1996, pelo menos naquela joint-venture.