Depois de um ano que foi considerado estável, nas palavras dos diretores do Banco Central, em relação ao preço dos combustíveis no País, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) divulgou esta semana a projeção do aumento da gasolina durante este ano no País inteiro. De acordo com as informações que constam na ata oficial da última reunião do Comitê, está sendo esperado um aumento de, no máximo,5% no preço da gasolina durante este ano.

Gasolina mais cara

Apesar do aumento nunca ser uma boa notícia para os Brasileiros, os números divulgados pelo comitê estão abaixo do que estava sendo esperado para este ano. Rumores apontavam que o aumento que estava sendo esperado para este setor era de, pelo menos, 7%. O Ministério da Fazenda chegou a mencionar este segundo número em algumas entrevistas do ministro Guido Mantega, dizendo que considerava o aumento de 7%, devido as circunstâncias, como plausível para o atual momento da economia. Outro membro da diretoria do Ministério que também comentou sobre os 7% de aumento da gasolina durante o ano passado foi o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Antonio Henrique da Silveira.

O aumento do preço da gasolina durante este ano também já foi confirmado pelo Ministro da Fazenda, Guido Mantega, que também é atualmente o presidente do Conselho de Administração da Petrobras. Certamente, haverá aumento em 2013. Não é nada excepcional isso. Neste ano, teve aumento. O preço vai subir. No momento correto, a Petrobras anunciará o reajuste. Haverá aumento no momento adequado, que não sei dizer. Se soubesse, não diria porque mexe com o mercado", afirmou ele em dezembro de 2012. Apesar da porcentagem ter sido fixada pelo Copom, ainda não se sabe quando e nem como será feito este aumento.

Aumento anterior

No final do mês de junho de 2012, a Petrobras já havia confirmado o aumento dos preços dos combustíveis que estavam sendo cobrados nas reinarias. Na ocasião, a gasolina acabou tendo um aumento de 7,83%, enquanto que o diesel subiu 3,94% desde o dia 25 de junho.  Mas neste mesmo mês o Ministério da Fazenda isentou a comercialização destes combustíveis da cobrança da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). "Dessa forma, os preços, com impostos, cobrados das distribuidoras e pagos pelos consumidores não terão aumento", informou na ocasião. Este foi o motivo pelo qual se considerou que o ano foi tranquilo em termos de preço dos combustíveis ao consumidor, já que este aumento não chegou a ser repassado de fato aos consumidores. Mesmo assim, em alguns estados o preço da gasolina acabou sofrendo alguns reajustes.

Já no mês de outubro do mês passado, ainda sobre o aumento dos preços da gasolina durante este ano, a Petrobras já havia afirmado, através da sua presidente Maria das Graças Foster, que o aumento este ano ocorreria certamente, mas acabou acrescentando que ainda não teria prazo para que isso acontecesse. "O aumento de combustíveis certamente virá. Quando? Não tem data, é importante dizer", afirmou ela. Graça ressaltou, naquele momento, que o aumento não ocorreria no curto prazo.

Mais caro

Um estudo que foi divulgado na metade do ano passado afirma que os brasileiros estão pagando mais caro pela gasolina do que os Estados Unidos. Na ocasião a informação acabou sendo confirmada pelo diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, dizendo que o preço da gasolina no Brasil é 50% mais caro. O preço médio que os norte-americanos pagam pelo galão de gasolina, com 3,8 litros, custa algo em torno dos R$ 7,30 (US$4) enquanto que os brasileiros estão pagando, pela mesma quantidade de gasolina, R$ 10,95 (US$ 6).

“Se fala muito em divergência de preço da gasolina no Brasil e no resto do mundo. Mas se levarmos em conta que um galão de gasolina custa em torno de US$ 4 nos EUA e que o preço do litro está em torno de R$ 2,70 e R$ 2,80 no Brasil, o galão no Brasil custaria cerca de US$ 6. Ou seja, cerca de 50% mais caro que o praticado nos Estados Unidos.” Comentou Carlos Hamilton, na ocasião, sobre o assunto.